sexta-feira, 12 de março de 2010

Os Internéticos

O mundo virtual fascina, diverte e é muito instrutivo!
Com certo exagero, essa é a turma que aprendeu a mexer no mouse quase na mesma época em que tirou a fralda. Por isso, a relação entre a meninada e a tecnologia é inevitável, e pode ser produtiva e saudável se os pais limitarem o tempo no computador e orientarem suas atividades. As crianças têm fascínio pelo mundo virtual e ele pode ser muito útil para seu desenvolvimento. Mesmo quando a preferência é pelos joguinhos. Além de ajudar no desenvolvimento motor (principalmente com os joysticks dos videogames), a internet criou nova forma de comunicação. É ali que as crianças descobrem o mundo, se divertem e fazem novos amigos.


Aos 11 anos, Ana Celina Belotti tem grande intimidade com a internet e está muito bem orientada. Gosta de visitar sites de canais de TV e, entre os games, adora joguinhos como o Lemmings, em que é preciso criar um caminho para o trânsito de bonequinhos. "Para as pesquisas da escola, eu uso o Google", diz, referindo-se à eficaz ferramenta de busca da rede.

O engenheiro de software Marcos Cuzziol compartilha com a nova geração o fascínio e a intimidade com o mundo internético. Ele já desenvolveu dois games infantis e compara o atual estágio da linguagem dos jogos virtuais ao início do cinema, há 100 anos. "Os primeiros filmes eram feitos para assombrar as pessoas, e os games ainda têm esse perfil hoje. Mas eles permitem uma interação que não havia no cinema e que aguça os reflexos e o raciocínio".

Para a psicopedagoga Andréa Almeida Pereira, a internet e os games são uma ferramenta poderosa na aprendizagem e podem estimular a crítica e a reflexão." Mas todo mundo sabe que a rede tem também conteúdos desaconselháveis para a garotada e que boa parte dos games tem enredos violentos. "Cabe aos pais e professores orientar e conquistar as crianças para conhecer sites e games que vão ampliar seus conhecimentos", diz Andréa.

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